11.8.11
Amor pode ser crime
10.8.11
A vida é um jogo
A Vida é um jogo, belíssimo, onde só se pode ganhar aquilo que se arrisca.
Mas você parece que não anda perdendo muito, nem ganhando muito.
Nenhuma derrota acachapante, nenhuma vitória inesquecivel.
Nenhum ato grandioso, nenhum espetáculo.
Nenhuma desgraça, nenhuma paixão.
Nenhuma queda profunda, nenhum salto mortal.
Nem pra cima, nem pra baixo.
Nada!
Nem escuridão, nem brilho, nem glória, nem tragédia.
Assim — a tua vida.
Segura, pacata, certinha, e normal.
Tudo em ordem, tudo estável e bem comportado.
Tudo em brancas nuvens.
Tudo meio morno, meio tépido, meio frouxo, meio mole.
Meio apagado.
Meio cinzento e meio sem graça.
Assim — a tua morte..
9.8.11
Eu te amo
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é o câncer do amor.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.
8.8.11
Eu amo a perda
Eu amo a perda, repito, e acho-a necessária e fascinante nas relações de amor. Mas tem horas que suponho ser preciso suspendê-la por uns tempos. Tem horas que eu sofro uma recaída inexplicável — e amo como se fosse um simples imortal...
7.8.11
Quero tua luz de amante
livre ou normal
6.8.11
desapego e coragem
5.8.11
Caminhos novos aprimoram nosso amor
3.8.11
Alguns dos Meus Amores
2.8.11
trem da vida
O trem da vida passa em silêncio — mas você não o ouve.
Você gasta a existência toda preparando malas. Você gasta a existência toda arrumando a bagagem, gritando com filhos e carregadores. Gritando com fantasmas e amores, pequeninos, cerceadores. E eu agora pergunto: Quando é que você vai criar coragem — e subir de vez no trem da vida? Quando vai começar tua verdadeira viagem? Quando é que você vai abraçar a Glória e saltar profundo? Quando?
dois caminhos
Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete:
vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pura pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais;
comerciante das próprias emoções, já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...
Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
ultrapassa os limites que sufocam,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.
É uma simples questão de escolha.
Qual é o teu caminho?
15.12.10
amizade versus amor
Alegria dos Navegantes
Só a alegria dos navegantes errantes é que descobre mundos novos. E os encanta. Quem navega com mapas e bússolas não descobre mais nada. Só quem salta inteiro no belo azul profundo da Vida é que pode viver e brilhar de verdade.
É disso, é só disso que trato no meu blog e nos meus livros:
Da Gramática do Amor.
Se você não gosta dessas coisas, nunca será meu leitor.
Minha literatura propõe uma prática de Liberdade.
Le livre de la Liberté!
Eu só falo de amor.
— De amor livre.
Acabou o churrasco, todos já se foram. Jesus foi o último a sair, abraçado a Henry Miller, os dois de fogo. E já lhes avisei que hoje teremos um jantar à luz de velas, só para nós três.
Disseram que virão.
Agora já é madrugada, e eu fico pensando.
Será que você — que não entende como posso ter feito ontem um churrasco só pra mim — será que você nunca passou uma noite inteira lendo um livro, sublinhando palavras ao acaso, cotovelos apoiados na mesa, as mãos e um belo copo de vinho suportando a cabeça dançante? Será que você nunca passou uma noite inteira sozinho, deliciando-se com você mesmo, solto e alegre — sem saber nem como amanhecer?
Pois então é preciso que te pergunte:
Você é livre para viver gostosamente a própria Solidão — se quiser — ou tem sempre que reparti-la com alguém?
12.12.10
As maiores emoções
Não pode ser um poeta; geralmente é um ditador.
17.11.10
Paritosh Keval
O que é um sannyasin?
Basicamente, o sannyasin é uma pessoa que vive em estado de alerta. Assim, a primeira qualidade de um sannyasin é uma completa abertura à experiência. Viver existencialmente é o seu fim. Com espontaneidade, simplicidade, naturalidade — e gostosura.
Ele vive criando alguma coisa. Uma poesia, um desenho, uma relação de amor, um sanduíche diferente, um blog, uma dança, uma canção. Tem um profundo senso de humor, e ri, entusiasmadamente. Não tem maldade no coração. Ele brinca e transa com a Vida. O sannyasin não é apenas livre: ele é a própria Liberdade.
Pode até viver só, mas nunca é solitário. Ama a Solitude — jamais a solidão. E o que o torna ainda mais feliz é a posibilidade aberta de relacionar-se livremente, em todos os sentidos, com qualquer pessoa — em qualquer lugar. Não há restrições à sua inocência e à sua pureza.
Ele vive saltando profundo...
Ficar louco é muito fácil; difícil é permanecer.